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Economia russa enfrenta nova rodada de sanções

Os Estados Unidos estabeleceram uma nova rodada de sanções contra a economia da Rússia por causa dos acontecimentos na Ucrânia. As restrições agora envolvem 11 indivíduos e 15 empresas, incluindo os conglomerados de defesa Izhmash e Kalashnikov. As medidas setoriais no ramo do petróleo atingiram empresas que já sofreram anteriormente sanções, como a Rosneft e Vnesheconombank. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA em comunicado citou o não-cumprimento dos Acordos de Minsk, mas não citou a Crimeia.

Por outro lado, o endurecimento das sanções vem causando efeitos cada vez menores na economia russa. Os mercados financeiros vêm reagindo pacificamente a este tipo de notícia de modo que, caso os traders analisem a situação friamente, descobrirão que as relações russas-americanas estão em um peculiar ponto de equilíbrio. A oposição pública sobre algumas questões não impede a cooperação em outras, e o exemplo mais notório disto é o Irã. De fato, uma situação semelhante ocorreu ainda durante a Guerra Fria, quando os Estados Unidos reconheceram o colapso de seu domínio unipolar das relações internacionais.

Gradualmente, uma nova combinação convergente de forças e fatores irão afetar a economia. Provavelmente, os dois países irão rever sua cooperação em projetos no ramo de petróleo e gás, bem como o retorno de investimentos no mercado acionário. A escolha de quais valores mobiliários concretos dependerá de capitalização de ações agora em circulação nos mercados.

As favoritas são Lukoil, Sberbank e, do ponto de vista fundamental, Rosneft e MTS.

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