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Fifa não encontra motivos para cancelar a Copa do Mundo na Rússia em 2018

 A Fifa não encontrou razões legais para privar a Rússia e o Catar do direito de sediar a Copa do Mundo de 2018 e 2022. No dia 08 de junho, os representante da Comissão de Auditoria da Fifa, Domenico Scala, afirmou que, caso constate-se a ocorrência de corrupção e suborno durante as eleições da Rússia e Catar, o organização irá cancelar as escolhas dos países como sede do campeonato. O funcionário destacou, no entanto, que até o momento a inspeção da Fifa não encontrou nenhuma violação do procedimento de votação.

A notícia é positiva em todos os sentidos para a Rússia. Anteriormente, o processo estava marcado politicamente e não em termos esportivos e de combate à corrupção. A experiência brasileira na última Copa do Mundo demonstra que a preparação para o campeonato e a realização do evento gera um impacto macroeconômico nas finanças do país relativamente fraco: menos de 1% do PIB distribuído em vários anos, mas os benefícios para o país são enormes. O Mundial gera um fluxo de turistas, investimentos e, não menos importante, uma imagem amigável de um país aberto ao mundo – algo que a Rússia hoje não possui. Quanto à seleção russa, a esperança é que consiga sobressair do grupo. Identificar os favoritos do torneio ainda é cedo, com exceção do time campeão alemão.

Interessante também será a composição do fundo de prêmios. A última vez somava 576 milhões de dólares, enquanto que o de 2010 atingiu 420 milhões de dólares. O custo total do campeonato para a Rússia soma 20 bilhões de dólares. Metade dos recursos são de origem estatal e o resto de investidores privados.

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