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Ouro segue a dinâmica do dólar

Desde o fim da semana passada, formou-se uma tendência de enfraquecimento do dólar no curto prazo. O estompim foi acionado pela notícia do acordo entre a Grécia e seus credores para a concessão de ajuda financeira no montante de 86 bilhões de euros. Esta pausa temporária elevou o apetite dos investidores de risco para fixar o nível de lucro em dólar com o aumento na demanda por ativos de risco. Como resultado, o índice DXY caiu para 98,33 na sexta-feira passada e 95,93 na quarta-feira. O declínio ocorreu dentro das margens do corredor inferior e a recuperação na sexta-feira deteve-se no limite superior.

No plano fundamental, os eventos causaram efeitos relativamente negativos para o dólar. Esta semana, representantes do FED dissiparam os rumores de elevação da taxa de juros em setembro próximo. Na querta-feira foi publicado um relatório do FED sobre a dívida pública norte-americana, apresentando um défic em 149,2 bilhões de dólares. Na quinta-feira, o relatório sobre as vendas no varejo daquele país exibiram alta em 0,6% e sem considerar a venda de automóveis, 0,4%. Hoje, haverá dados sobre capacidade de produção industrial. No entanto, tais notícias não são susceptíveis de afetar seriamente as cotações de dólar.

O ouro, por sua vez, vem se comportando como a moeda norte-americana, e mais: sem a influência de fatores macroeconômicos independentes. Desde a última sexta-feira, o metal valorizou-se de 1.082 USD para 1.126 USD dentro de um corredor de preço, para depois se corrigir até o limite inferior dele. Acreditamos que a dinâmica do ouro no curto prazo corresponderá completamente aos movimentos do dólar. O cenário possível é a alta do dólar e baixa do ouro, quebrando os respectivos canais formados para cada um destes ativos na semana passada.

Nossa recomendação: em caso de quebra do canal atual para baixo, deve-se vender ouro até atingir o preço 1.077 USD. O cenário alternativo é comprar ouro até o nível 1.126 USD.

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