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Otimismo asiático

Hoje, ocorreu uma reunião de alto nível do Banco do Japáo a respeito do futuro da política monetária do país, na qual ficou resolvido que não serão tomadas novas medidas macroeconômicas por enquanto. De acordo com os últimos prognósticos do órgão regulador, o principal indicador de inflação, que tem prazo até março de 2016, espera um aumento de 0,7% anual, de forma que os novos dados estatísticos produzem melhores expectativas do que aqueles publicados em abril deste ano, que previa o aumento de 0,8% no núcleo dos preços ao consumidor. Na verdade, já é a quarta vez seguida que o banco japonês revisa para menos seus dados estatísticos inflacinários. A primeira ocasião ocorreu em outubro passado, quando decidiu incrementar o volume de compras de ativos em 80 trilhões de ienes por ano. No médio prazo, os indicadores prevêm a diminuição da inflação de 1,9% a 1,8% para os dois próximos anos.

O Banco do Japão também revisou para menos pela segunda vez consecutiva o prognóstico sobre o crescimento econômico para 2015, de 2% a 1,7%. O principal órgão regulador japonês acredita que, até 17 de março de 2016, a economia crescerá 1,5%, 0,2% menos do que o previsto anteriormente.  

Na reunião de hoje, durante a votação de 8 funcionários do Banco do Japão contra 1 votaram a favor de deixar inalterada a meta de compras de ativos, algo que o mercado já esperava. Ao longo dos próximos meses, é possível que surjam novas necessidades e a meta aumente, apenas se a inflação se mantiver a níveis esperados pelo Banco Central. O iene não reagiu aos resultados da reunião de hoje.

Vale analisar também os dados estatísticos do PIB da China, em que há o prognóstico de crescimento em 7%. O nível de produção industrial agora marca 6,8%, contra os 6,1% de maio e a expectativa é que se mantenha em 6%. As vendas no varejo cresceram 10,6% em junho, contra os 10,1% de maio. Da mesma forma, a taxa de crescimento em investimentos nos principais fundos, desde o início de 2015, vem sendo realizada ao nível de 11,4%, mais do que era esperado em junho, quando se falava em 11,2%.

O mercado imobiliário na China cresceu 12,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e sofreu aceleração de 5,1% no primeiro semestre deste ano. O custo dos empréstimos bancários diminuiu e houve a flexbilização de regras para hipoteca diante do aumento de demanda imobiliária. De um modo geral, a China está sob grande atenção dos investidores, uma vez que seu mercado é capaz de gerar sério impacto sobre a economia mundial.

Hoje a estatísticas geraram otimismo.

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