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Economias emergentes reagem com baixa o cenário político

Resultados das Sessões de Mercado

Nesta semana, no período entre 06 de junho a 10 de julho, os traders e investidores observaram flutuações nos ânimos nos mercados emergentes, saindo das "zonas verdes" rapidamente para as "vermelhas". A recusa dos EUA em aumentar a taxa de juro já não mais afeta os mercaod, e na agenda dos participantes estão agora o agravamento das tensões entre a China e os EUA, após a troca de declarações duras sobre as ilhas em disputa no Mar da China do Sul. Os emergentes problemas financeiros da Grécia também acabaram por solapar o otimismo de investidores.

Durante este período, bancos centrais de vários países se absteram de tocar nas taxas de juro. O Reserve Bank da India manteve as taxas de juros em 4%, e o Banco Central da Polônia manteve a taxa de juros inalterada em 1,5%.

As moedas que mais caíram foram a lira turca (-1,97%) o rand sul africano (-0,98%), o tenge cazaquistanês (-0,87%), o zloty polonês (-0,82%), o yuan chinês (-0,64%) e o florim húngaro (-0,63 %).

Expectativas dos Mercados Emergentes

Na Turquia, diante das graves pertubações políticas, foram divulgadas estatísticas sobre a produção industrial de dezembro, as quais abalaram o mercado de câmbio do país. Como se viu, a taxa de crescimento da produção industrial em dezembro abrandou significativamente ano a ano para 1,3%, enquanto o valor de novembro para uma taxa anual de quase 3%. Estatísticas causaram um impacto negativo sobre o par lira/dólar.

No México espera-se a visita do recém-nomeado secretário de Estado americano, Rex Tillerson. Presumivelmente, o chefe do Departamento de Estado dos EUA estará incumbido de acalmar os ânimos dos mexicanos no sentido de que a proposta de construção de um muro na fronteira com o México e os Estados Unidos não irá afetar significativamente as relações bilaterais. Ao mesmo tempo, no México também diminuiu o grau de retórica anti-americana, causando um impacto moderadamente positivo sobre o peso frente ao dólar.

No Brasil, Sem destaques no noticiário econômico, os investidores operam de olho nas novidades do ambiente político. A denúncia contra o presidente da Câmara Rodrigo Maia e a liminar suspendendo Moreira Franco como ministro desestabilizam o governo do presidente Michel Temer, o que pode atribuir pessimismo aos agentes locais.

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