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Moedas de países em desenvolvimento caem

No curto período entre 09 e 11 de janeiro, observou-se nos mercados de divisas dos países em desenvolvimento um determinado pessimismo sobre  a negociação dos traders de moedas nacionais, as quais foram negociadas em baixa. A razão maior foi a falta de notícias macroeconômicas positivas em muitos países, o declínio dos preços do petróleo, após o rally de dezembro, bem como a previsão publicada recentemente de peritos do Banco Mundial sobre a dinâmica da economia mundial nos próximos três anos.

No relatório publicado, o Banco Mundial reviu para baixo a previsão sobre o crescimento econômico global em 2017. Anteriormente pensava-se que o crescimento não seria inferior a 3%, e previsão para 2017 foi reduzida para 2,7%. Agora, de acordo com o documento, o crescimento da economia mundial para 2018-2019  não deve exceder 2,9% ao ano.

Após esta notícia, apenas algumas moedas subiram frente ao dólar. Entre elas o real brasileiro (+ 0,9%) puxou a liderença, seguida pelo zloty polonês (0,3%), ma vez que o Banco Central da Polônia deixou as taxas de juros inalteradas em 1,5%. Na Polônia, a inflação é mais elevada do que nos países desenvolvidos da UE, todavia não se observa o problema da deflação, de modo que a economia polaca não se sente ameaçada como em outros países.

Por outro lado, líder absoluta na queda tornou-se novamente a lira turca, que caiu em relação ao dólar 4,5%. O peso mexicano caiu 2,21% em relação ao dólar, seguido pelo rand sul-africano (-0,42%), forint húngaro (-0,23%), rupia indiana (-0,2%) e yuan chinês (-0,2%).

Vale a pena ressaltar que no México, o peso reagiu negativamente à declaração do presidente norte-americano Donald Trump durante sua primeira conferência de imprensa após a eleição, o qual confirmou as intenções de construir um muro na fronteira entre os EUA eo México, o qual poderá ter início imediatamente após a posse do presidente. De acordo com Trump, o México terá de compensar os Estados Unidos a construção muro. Entretanto, o presidente do México, Enrique Peña, afirmou que o México não tem a intenção de pagar para a construção de tal muro, mas isso não implicará deterioramento nas relações, prometendo aumentar o nível de segurança nas fronteiras. No entanto, os operadores de câmbio não se convenceram, e o peso, que no início deste ano começou mais forte em relação ao dólar, entrou em colapso novamente.
 

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