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A desvalorização do yuan e o mercado cambial

China tem sido, dentre as grandes economias, o país de mais rápido crescimento no mundo. Mesmo assim, observa-se todavia os planos do governo chinês para a realização de uma desvalorização sistemática do câmbio do yuan, a qual tem sido usados repetidamente durante a última crise econômica com vistas a reduzir o custo da exportação de produtos chineses, bem como evitar a deflação, questões as quais podem se tornar um problema significativo para a economia chinesa.

O Banco Popular da China, principal regulador dos mercados financeiros do país, deu início à desvalorização do yuan através da compra de moedas estrangeiras, para que se pudesse em um segundo momento comprar a moeda nacional, aumentando o seu custo. Desde o início de maio deste ano, quando a China começou a perseguir esta política monetária, o yuan caiu 4,3% em relação ao dólar. Em outubro, o yuan caiu 1,25% adicionais em relação à moeda norte-americana, a qual vem sendo negociado no momento a 6.773 yuan. Os investidores acreditam que a administração chinesa planeja dar continuidade aos planos de desvalorização, estabelecendo metais ainda mais ousadas.

A desvalorização do yuan e as exportações

Nos primeiros nove meses de 2016, o PIB da China cresceu a uma taxa de 6,7% no ano. Apesar da alta taxa de crescimento, o país apresenta um baixo padrão de vida baixíssimo para a maioria da população, ocupando apenas o 80º lugar no mundo em termos de PIB per capita. Há apenas seis anos, a China assombrava o mundo com uma taxa de crescimento de 10,4% ao ano, embora nos últimos anos não tenha passado de 7%. Entre os países em desenvolvimento estes valores estão acima da média, permitindo uma ascenção da classe média e fortalecimento da classe empresarial. Não obstante ao otimismo, o Serviço Nacional de Estatística da China, comentando os dados do PIB para os primeiros nove meses, afirmou que tal crescimento não pode ser considerado "forte", e o futuro da economia do país ainda apresenta incertezas significativas. Esses fatores, em particular, estão intimamente ligados à a dinâmica das exportações e importações.

Em setembro, as exportações chinesas caíram 10% ao ano, enquanto as importações caíram 1,9% (em comparação com o crescimento das exportações em agosto em 1,5% e as importações diminuíram em agosto 2,8%). O superávit comercial da China caiu 21% em setembro, para 42 bilhões de dólares. Os dados mostram que as importações da China subiram, especialmente no setor de commodities, em contraste com a fraca dinâmica das exportações. De fato, observa-se uma diminuição da procura de produtos chineses, a qual, paradoxalmente, não afetou a dinâmica de produção industrial. Em setembro, a produção industrial da China cresceu 6,1%, tornando assim a desvalorização do yuan uma necessidade para o propósito de estabilização da economia chinesa e favorecer o crescimento industrial.

Apesar da desvalorização do yuan não produzir um impacto significativo direto sobre o mercado acionário e cambial dos países asiáticos, uma desvalorização seria um benefício para os exportadores chineses, portanto, um estímulo para a economia chinesa como um todo. Quanto maior a taxa de crescimento econômico da China, maior a demanda por produtos e commodities e, consequentemente, maior será a importação elevando a produção dos países que exportam para a China.

28 de outubro, 09:38 (GMT+3)
EURUSD: pinbar formado no fim da semana

Atenção:

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