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Rússia torna-se a maior fornecedora de petróleo da China

Os mercados acionários asiáticos desta terça-feira (31.05) foram abertos com tendência mista, apesar dos mais importantes índices terem subido. O índice japonês Nikkei 225 aumentou 1,1%, enquanto o australiano ASX caiu 0,2%. Na China, o mais importante índice do país, o Shanghai Composite, subiu 2,9% assim como o Hang Seng cuja alta bateu 1,4%. Já os futuros de índices S&P 500 vêm sendo negociados em alta de 0,2% frente ao nível alcançado no dia anterior.

Segundo estatísticas publicadas ontem, a Rússia ultrapassou a Arábia Saudita em volume de exportação de petróleo para a China e atualmente é a maior fornecedora de petróleo para o país asiático. Em abril, o volume de exportação de petróleo russo para a China subiu para 1,17 milhões de barris por dia, afirma a Agência de Estatísticas da China. Em termos anuais, o crescimento ascendeu a 52%, para 4,81 milhões de toneladas. As importações de petróleo da Arábia Saudita, por sua vez, diminuíram 22% no mesmo período, atingindo 4,12 milhões de toneladas. Em abril, a Arábia Saudita exportou 3,98 milhões de toneladas.

Os volumes recordes de importações provenientes da Rússia se dão, muito provavelmente, devido à atividade das refinarias chinesas independentes, que importam petróleo para o armazenamento. Todavia, espera em junho um declínio nos volumes exportados tendo em vista o aumento do preço do hidrocarboneto. Deve-se recordar que o incremento substantcial das relações Moscou-Pequim no setor petrolífero se deu após a decisão do presidente russo em aceitar pagamento do petróelo em yuans. A Arábia Saudita, por outro lado, não foi capaz de empreender este passo e aceita como pagamento exclusivamente em dólares norte-americanos. O dólar dos EUA continua sua ascensão contra o yuan e vem sendo negociado a 6,5434 (0,0046 ou + 0,07%).

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