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Possível saída da Inglaterra da União Europeia agita mercado da libra

De acordo com um estudo realizado pela Confederação da Indústria Britânica, a saída da Inglaterra da União Europeia será um grande desafio para a economia nacional inglesa, uma vez que e o país poderá perderaté 100 bilhões de libras em 2020, ou 145 bilhões de dólares, representando cerca de 5% do PIB inglês. Além disso, abandonar a UE significa alterar todo um padrão de vida conquistado ao longo de muitos anos, bem como o aprofundamento de problemas sociais ligados a emprego e de crescimento econômico.

De fato, o mercado de trabalho britânico pode perder até 950 mil postos de trabalho, e a taxa de desemprego no país em 2020 será de 2-3% maior do que no cenário em que a Grã-Bretanha permanece na UE.

O destino da adesão da Inglaterra na organização será decidido em um referendo a ser realizado no dia 23 de junho de 2016. Em um summit realizado ao final de fevereiro deste ano, a União Europeia concedeu ao Reino Unido novas condições facilitadas sobre temas concernentes à soberania, concorrência política econômica e social. Como resultado, o Reino Unido adquiriu um estatuto especial entre os países da UE.

Sobre a Inglaterra não paira as obrigações do comprometimento presente diante dos outros países em relação ao “esforço mútuo da integração". A “Foggy Albion” não concorda em entregar parte de sua soberania em favor da integração das instituições europeias. Não sendo um membro da Zona do Euro, Londres não pretende pagar pela estabilidade do euro e perder o direito de regular o maior mercado financeiro do mundo.

De acordo com o primeiro-ministro David Cameron, tendo em conta a implementação de todos os requisitos políticos da Grã-Bretanha, o governo do país é a favor da preservação do status quo com a UE. O estatuto especial do país na organização é um dos principais argumentos contra os chamados “eurocéticos”.

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