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Análise global do mercado de câmbio

O mercado observou os desdobramentos da reunião ocorrida nos auspícios do Banco da Inglaterra a respeito da política monetária no país. Apesar da decisão ter sido no sentido de manter o quadro atual, o voto contrário de Ian McCafferty sugere que o regulador inglês não seguirá o exemplo do Fed norte-americano no curto prazo. Anteriormente, o governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, afirmou que há ainda razões suficientes para se elevar as taxas de juros no futuro próximo. A decisão foi tomada tendo em conta a deterioração do ambiente externo e a alta volatilidade nos diversos mercados financeiros.

Segundo previsões anteriores produzidas pelo regulador britânico, o crescimento econômico no país será limitado ao longo dos próximos anos, todavia apresentará sinais de estabilidade. Os gestores da instituição prevém um retorno gradual da inflação anual para a meta de 2% até o final de 2017. O crescimento moderado dos salários e a queda dos preços de petróleo colocarão ainda mais pressão sobre as estatísticas inflaçionárias.

Há de se notar, portanto, que o Banco da Inglaterra não tem a intenção explícita de aumentar as taxas de juros até 2017, de forma que o mercado não espera um arroxo na política monetária inglesa até 2018. Por outro lado, não devemos descartar um corte nas taxas de juros caso o crescimento econômico for mais fraco do que o esperado.

A libra esterlina apresentou uma fraca resposta às estas decisões macroeconômicas, sendo negociada contra o dólar a 1,4528 e a 0,7704 contra o euro.

Hoje, o presidente do Federal Reserve Bank de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que os Estados Unidos estão suportando a volatilidade dos mercados e a situação econômica desfavorável de outros países. O tom da declaração demonstra que o regulador está inclinado a elevar as taxas de juros, em particular devido aos indicadores positivos do mercado de trabalho, o forte crescimento dos dados de emprego e renda. De acordo com o representantoe, estes fatores sugerem que a situação macroeconômica nos Estados Unidos permanece de certa forma saudável. Enquanto não houver novos fatos em contrário, a economia dos EUA continuará a se recuperar a um ritmo moderado, apesar de grandes desafios no setor de energia e na indústria de transformação. De qualquer forma, a funcionária observou que a dinâmica das taxas de juros vai depender de alterações mais profundas na economia.

Já o presidente do Fed de Dallas, Robert Steven Kaplan, afirmou ontem que os sinais de aperto nas condições de financiamento e os fracos dados econômicos nos EUA são sinais de que o regulador federal em um futuro próximo deverá ser parcimonioso sobre a questão do aumento das taxas de juros.

O par EURUSD está sendo negociado a  1,1197 em antecipação dos dados de NFP nos EUA.

Hoje, o Banco Central da Austrália reduziu sua previsão para a inflação no curto prazo. Agora, espera-se que a elevação se dê a 1,5% em comparação com a previsão de novembro de 2,0%, mas permanecerá no intervalo-alvo de 2% a 3% no período da previsão. Foi rebaixado crescimento do PIB previsto em 2017 para 3,0%, quando se esperava 3,5%.

Todavia, a avaliação global da economia australiana parece otimista, uma vez que o RBA prevê uma nova redução da taxa de desemprego no país. O regulador acredita que há espaço para diminuir ainda mais a taxa básica de juros em caso de necessidade. O dólar australiano reagiu com moderação às previsões RBA e caiu ligeiramente para 0,7184.

09 de fevereiro, 07:53 (GMT+3)
EURUSD: retração esperada a 1,1168-70

Atenção:

Os prognósticos apresentados nas análises constituem a visão pessoal do autor. Os comentários feitos não podem ser considerados recomendações ou guia de trabalho nos mercados financeiros. A Alpari de modo algum fica responsável por algum prejuízo (ou outro dano), direto ou indireto, que possa surgir pelo uso do material publicado.

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