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Fed não altera taxas de juros. Alta pode afetar o Brasil

O Federal Reserve dos EUA decidiu manter o nível da taxa básica de juros na faixa de 0-0,25%. Ao mesmo tempo, deixou transparecer  um possível aumento nas taxas antes do final do ano, no final do próximo encontro do Comitê de Mercado Aberto Federal, que terá lugar nos dias 15-16 de dezembro. Vale ressaltar que a decisão do Comitê de Mercado Aberto do Federal não foi unânime. Contra ela se manifestou Richmond Jeffrey Lacker. Ele insistiu em um aumento imediato a taxa de 0,25%.

A declaração do regulador demonstrou moderado otimismo. Ela reflete um crescimento econômico modesto, mas uma melhora nos gastos do consumidor, habitação e mercado de trabalho. No entanto, ainda permanece fraca a dinâmica ​​de investimento em capital fixo e as exportações, bem como o nível de inflação, que ainda não é até o nível meta de 2%.

A diferença mais importante entre a declaração de setembro anterior é que o regulador norte-americano não refletiu nada sobre os riscos da economia global. É esta nuance indica a probabilidade de aumento da taxa já na próxima reunião. Lembre-se que nos actuais níveis historicamente baixos, a taxa iguala-se a de 2008, e a última vez que foi aumentada remonta o ano de 2006.

A taxa de crescimento esperada pode afetar negativamente os mercados dos países em desenvolvimento, pois pode levar a uma fuga de capitais e a redução de investimentos gerando a mudança para ativos denominados em dólares de renda fixa. Primeiro de tudo, ele pode afetar a economia da China, Índia e Brasil. O mercado russo é afetada em menor medida, porque é mais dependente do preço do petróleo ao invés da taxa de Fed.

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