O que esperar do bitcoin?

O bitcoin tornou-se o principal ativo de 2017. Recentemente, seu preço subiu ao patamar dos US$ 20.000, antes de começar uma fase de queda. Em qualquer cenário, o bitcoin não apresentará, no ano que vem, ritmo de crescimento semelhante. Uma alta dos preços de ainda dez vezes em relação ao atual significa um crescimento da capitalização do bitcoin até US$ 2,6 trilhões – equivalente ao volume da massa monetária dos EUA e das capitalizações do mercado de ações. Isso implica dizer que o bitcoin será um forte concorrente do dólar como meio de pagamento e a tecnologia blockchain se tornará uma proeminente esfera da economia mundial. Entretanto, isso certamente não ocorrerá no curto prazo.

Além disso, em minha opinião, não está excluída uma segunda onda de queda do preço do bitcoin, por três motivos:

  • A falta de resolução do problema de escala. O hardfork SegWit2x foi cancelado em agosto, e o tamanho do bloco permaneceu no nível de 1 MB. Por conta disso, o preço do bitcoin aumentou muito, assim como o tempo das transações. Isso compromete a confiança no bitcoin como meio de pagamento.
  • O rigor no tratamento do bitcoin pelas autoridades dos EUA. Muitas bolsas dos EUA exigem de seus clientes a apresentação de documentos de identificação. Por exemplo, a gigantesca bolsa de criptomoedas Bitfinex desistiu de cooperar com cidadãos americanos por conta da complexidade requerida.
  • Improvável retorno do bitcoin aos US$ 20.000. Nesse cenário, para quem comprou bitcoin no diapasão de US$ 12.000-20.000, não será fácil manter a posição. Eles compraram bitcoin na esperança de que a alta intensa dos preços continuasse. Acontece que o bitcoin possui não apenas um crescimento rápido, mas uma queda também.

Esses motivos podem gerar uma nova onda de queda e, como suporte, podem levar o preço aos US$ 10.000. A dinâmica futura do bitcoin vai depender se a decisão do problema da escala será resolvida ou não. Se sim, então o bitcoin adquirirá o status de meio de pagamento. Se não, então outras criptomoedas assumirão a iniciativa (por exemplo, o bitcoin cash, o litecoin). Um outro fator importante é a relação das autoridades internacionais com o bitcoin. Por enquanto, a maioria adota uma atitude de esperar para ver: oficialmente não proibem (pensando nas perspectivas do blockchain), mas não o autorizam (devido à falta de conhecimento e aos riscos). Em caso de aprovação das autoridades, o bitcoin pode subir até US$ 25.000-30.000, mas, no caso contrário, ele pode cair para US$ 5.000.

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