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Reentrada do Irã no mercado de petróleo é atrasada

Nesta segunda-feira, as cotações de petróleo apresentam queda. Os investidores estão seriamente preocupados com o aumento no fornecimento do hidrocarboneto anunciado pela companhia Baker Hughes. O petróleo da marca Brent com contrato para setembro está sendo negociado a 48,4 USD (-0,4%) e o WTI com entrega em agosto a 43,67 USD (-0,45%).

Na sexta-feira, a Baker Hughes publicou dados sobre o número de poços abertos nos EUA. O número deixou de cair e agora voltou a subir por causa dos baixos preços, batendo 884 unidades. No entanto, o documento possui caráter especulativo, uma vez que no ano passado, os investidores reagiram ativamente a tais estatísticas, acreditando que os dados eram para o longo prazo. O tempo mostrou que não eram verídicos, os EUA foram capazes de limitar rapidamente o número de novos poços.

Por sua vez, a questão do Irã ainda repousa sob dúvidas. Em setembro, representantes do Congresso dos EUA votarão contra os acordos feitos com Teerã. Os republicanos anunciaram em comunicado que “o acordo apresenta demasiadas concessões a um estado terrorista que torna o mundo bem menos seguro e estável”. Aliás, as reservas de petróleo iranianas estão estimadas em 10% de todo o mundo e 14% do total da OPEP. Este volume enorme da commoditie está completamente inexplorado devido às sanções. Dentre os países dispostos a comprar o petróleo iraniano incluem-se a China, Índia e Turquia.  

Diante disso, se antes suponha-se que o Irã reentraria no mercado petrolífero em dezembro ou janeiro de 2016. Agora, a perspectiva mais otimista indica que somente março-abril de 2016.

Em termos de análise técnica, o suporte do Brent localiza-e a 45,50 USD. No entanto, os bears conter-se-ão a 48,10 USD, mesmo diante de grande resistência dos vendedores. O canal negocial construído em 4 meses poderá arrastar o preço a 45 USD.

Durante o dia, o Brent será negociado 48,50USD. Todavia, o mercado apresenta volatilidade, causando dinâmica irregular dos preços.

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