Mercado já leva em conta as sanções contra o petróleo iraniano

Segundo o ministro de Energia russo, Alexandre Novak, o mercado já passou a levar em conta os efeitos das sanções dos EUA contra o Irã, a entrar em vigor dia 4 de novembro próximo. As sanções também serão aplicadas aos países importadores do petróleo iraniano. Para se esquivar das sanções, o Irã planeja conceder a empresas privadas o direito negociar petróleo bruto nas bolsas do país com objetivo de exportação futura.

Ano passado, de acordo com a British Petroleum, a produção diária de petróleo no Irã foi de 4,982  milhões de barris, enquanto a demanda interna, 1,816. As reservas confirmadas do ouro negro iraniano, ao final do ano passado, foram da ordem de 157,2 bilhões de barris, representando 9,3% do mercado mundial de commodities.

Considero o Irã um ator de grande peso no mercado mundial de commodities. É claro que a aplicação de sanções afeta bastante a volatilidade das cotações das commodities, mas acredito que o preço do barril deve ficar na faixa dos US$ 80. A maior parte das exportações de petróleo do Irã vai para os países asiáticos, sobretudo a China. Ou seja, as perdas do Irã serão maiores no mercado europeu.

Hoje o petróleo Brent é cotado em torno de US$ 75 o barril. A cotação regressou ao canal ascendente depois da tentativa de fechamento acima do nível de Fibonacci (76,4). Os níveis de suporte e resistência estão em US$ 71,05 e US$ 78,97, respectivamente.

 

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