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Egito negocia com a França compra de navios de guerra

  • 23 de setembro, 10:57 (GMT+3)
  • Commodities

Em um momento de grande agitação no Oriente Médio, o Egito negocia com a França a compra de dois navios de combate Mistral, no valor de mais de 4 bilhões de euros. A decisão final está marcada para o final de outubro. O cerne das discussões reside no alto preço cobrado pela parte francesa.

O problemático contexo da venda dos navios multipropósito Mistral é marcado por contratempos e desgastes sofridos pela França, uma vez que a Rússia era a compradora inicial. O Departamento de Estado norte-americano afirmou que ainda não é possível prever os resultados da perda financeira sofrida pelo país europeu após o cancelamento da venda para a Rússia, mesmo que já se tenha pago a multimilionária multa.

Todavia, a maior perda para a França é, sem dúvidas, de reputação como provedor de material militar, uma vez demonstrou ser frágil à pressões políticas. Inevitavelmente a partir de agora, os compradores terão de tomar cuidados complementares e a própria conclusão de contratos futuros ficará prejudicada.

Os beneficiados nesta história são os Estados Unidos e a própria Rússia, na qualidade de exportadora de material militar. A Rússia ocupa o segundo lugar em volume de exportações anuais, atingindo de cerca de US $ 15 bilhões. Os Estados Unidos ocupam disparadamente o primeiro lugar, ajudados sobretudo pelos aliados da Otan. No entanto, é necessário frisar que o mercado de armas não é constituído somente por elementos mercadológicos. O fornecimento de armas americanas para países da Otan são ao memso tempo voluntário e obrigatório. Da mesma forma, os parceiro da Rússia - Belarus e Cazaquistão - recebem suprimentos de graça ou a um desconto substancial.

Atenção:

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